Osteopatia Pediátrica

Plagiocefalia, braquiocefalia e escafocefalia: qual a diferença?

Por Dra. Renata Helena · Fisioterapia e Osteopatia Pediátrica · CREFITO 56487-F

Dra. Renata Helena com modelo anatômico de crânio de bebê

Nos primeiros meses de vida, o crânio do bebê ainda é maleável e pode ser influenciado pela posição em que a cabeça fica apoiada por mais tempo. É por isso que assimetrias cranianas posicionais são tão comuns, e existem diferentes formas de achatamento, cada uma com um nome técnico próprio.

Plagiocefalia

É o achatamento assimétrico do crânio, geralmente em uma região posterior lateral da cabeça. Costuma estar associada à preferência do bebê por manter a cabeça sempre virada para o mesmo lado, o que pode também estar relacionado ao torcicolo muscular congênito.

Braquiocefalia

É o achatamento na região posterior central do crânio, deixando a cabeça mais larga e curta, de forma simétrica dos dois lados. Costuma acontecer quando o bebê passa muito tempo deitado de costas na mesma posição.

Escafocefalia

É o crânio mais alongado e estreito. É um formato menos comum entre as assimetrias posicionais e também precisa de avaliação individualizada para identificar a causa.

Por que a avaliação profissional faz diferença

Os três tipos acima são formas posicionais de assimetria craniana, ou seja, relacionadas à posição e ao movimento do bebê, e não a uma fusão precoce das suturas do crânio. Ainda assim, é importante diferenciar cada caso, porque a origem, o grau e o tratamento indicado variam bastante de bebê para bebê. Uma avaliação especializada é o que permite identificar o tipo, a causa associada, e orientar o melhor caminho para o desenvolvimento saudável do crânio.

Vale lembrar: o crânio do recém-nascido é mais maleável e tem maior capacidade de adaptação nos primeiros meses. Por isso, quanto mais cedo a assimetria é identificada, mais simples tende a ser o acompanhamento.

O que fazer se notar um desses sinais

Achatamento visível em qualquer região da cabeça, cabeça mais larga ou mais alongada que o esperado, ou preferência persistente por um lado são motivos suficientes para procurar uma avaliação, mesmo que a diferença ainda pareça pequena. Não é preciso esperar a assimetria se tornar evidente para buscar orientação.

Notou alguma dessas características no crânio do seu bebê?

Uma avaliação especializada pode identificar o tipo de assimetria e orientar o melhor caminho para o desenvolvimento do seu filho.

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Dra. Renata Helena
Dra. Renata Helena Fisioterapeuta e Osteopata Pediátrica, CREFITO 56487-F · Lençóis Paulista, SP